A morte do cristianismo foi provavelmente anunciada pela primeira vez quando Cristo morreu; mas, é claro, num sentido um pouco diferente do que existe no antigo e atual desejo de que ele nunca tivesse existido. Ninguém suspeitava que Cristo fosse ressuscitar, assim como os inimigos do cristianismo nunca suspeitaram que ele fosse durar tanto tempo. Consulte os fóruns de internet, as redes sociais e os livros recém-publicados sobre religião, e você provavelmente encontrará alguém profetizando o fim do cristianismo, a crença que, segundo notáveis cientistas, sociólogos e jornalistas, será superada em poucas décadas.
Muitos morreram esperando que o cristianismo tivesse um fim, e coube sempre às futuras gerações o dever de preservar esse anseio. Mas o que é realmente surpreendente é que quanto mais avançamos no tempo, mais o cristianismo se renova, e em cada época que se levanta um exército anticristão, outros cem exércitos cruzados aparecem prontos para a guerra. Para muitos cristãos, o crescimento do ódio e desprezo ao cristianismo pode representar um risco de desespero, mas a verdade é que, se isso representa mesmo um risco, trata-se do risco de descobrirmos a verdade. Foi dito que, "pelo menos três ou quatro vezes na história da cristandade, toda alma parecia ter abandonado o cristianismo, e quase todos do fundo do coração esperavam o fim dele" [1], e eu acredito que isso esteja correto, e acredito que esse sentimento esteja vivo no coração de milhões de pessoas nesse exato momento.



